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14/10/2007 19:36
Art Nouveau
Art nouveau ([aR.nu'vo], do francês arte nova), foi um estilo estético essencialmente de design e arquitetura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Era relacionado com o movimento arts & crafts e que teve grande destaque durante a Belle époque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX. Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes. Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno).
O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente Art nouveau e que vendia mobiliário seguindo o estilo.
Caracteriza-se pelas formas orgânicas, escapismo para a Natureza, valorização do trabalho artesanal, entre outros. O movimento simbolista também influenciou o art nouveau.
Recebeu nomes diversos dependendo do país em que se encontrava: Flower art na Inglaterra, "Modern Style", "Liberty" ou stilo "Floreale" na Itália. Os alemães criam sua própria vertente de Art Nouveau chamada Jugendstil.
No Brasil, teve fundamental participação na divulgação e realização da art nouveau o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Um dos maiores nomes desse estilo, no Brasil, é o artista Eliseu Visconti, pioneiro do design no País.
  

Arts and Crafts
O movimento das arts & crafts (do inglês artes e ofícios, embora seja mais comum manter a expressão original) foi um Movimento Estético Social inglês surgido na Inglaterra, na segunda metade do século XIX, defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Entre outras idéias, defendia o fim da distinção entre o artesão e o artista. Fez frente aos avanços da indústria e pretendia imprimir em móveis e objetos o traço do artesão-artista, que mais tarde seria conhecido como designer. Foi influenciado pelas idéias do romântico John Ruskin e liderado pelo socialista e medievalista William Morris.
Durou relativamente pouco tempo, mas influenciou o movimento francês da art nouveau e é considerado por diversos historiadores como uma das raízes do modernismo no design gráfico, desenho industrial e arquitetura.
  

Barroco
O Barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ocidental, ocorrido desde meados do século XVI até ao século XVIII. Foi inspirado no fervor religioso e na passionalidade da Contra-reforma. Didaticamente falando, o Período Barroco, vai de 1580 a 1756.
O termo Barroco advém da palavra portuguesa homónima que significa "pérola imperfeita", ou por extensão jóia falsa. A palavra foi rapidamente introduzida nas línguas francesa e italiana.
O barroco é libertação espacial, é libertação mental das regras dos tratadistas, das convenções, da geometria elementar. É libertação da simetria e da antítese entre espaço interior e exterior. Por essa ser a vontade, de libertação, o barroco assume um significado psicológico, para significar o estado de espírito de liberdade, uma atitude criativa liberta de preconceitos intelectuais e formais. É a separação da realidade artística do maneirismo.
O Concílio de Trento foi o mais longo da história da Igreja: é chamado Concílio da contra-reforma. Emitiu numerosos decretos disciplinares, em oposição aos protestantes e estandardizou a missa através da igreja católica, abolindo largamente as variações locais. Regula também as obrigações dos bispos e confirma a presença de Cristo na eucaristia através de imagens. Definiu de uma forma explícita e intencional que a arte deve estar ao serviço dos ritos da igreja católica. São criticados pelos protestantes precisamente pelo uso das imagens sagradas por todo o lado, os quais tinham uma postura iconoclasta. Para o catolicismo, as imagens são elementos mediadores entre a humanidade e Deus. Para os teóricos da contra-reforma constitui um meio privilegiado de doutrina cristã e da história sagrada.
  

Bauhaus
A Staatliches Bauhaus (literalmente, casa estatal de construção, mais conhecida simplesmente por Bauhaus) foi uma escola de design, artes plásticas e arquitectura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitectura, sendo uma das primeiras escolas de design do mundo.
A escola foi fundada por Walter Gropius em Weimar no ano de 1919, a partir da reunião da Escola do Grão-Duque para Artes Plásticas com a Kunstgewerberschule. A maior parte dos trabalhos feitos pelos alunos nas aulas-oficina foi vendida durante a Segunda Guerra Mundial. A intenção primária era fazer da Bauhaus uma escola combinada de arquitectura, artesanato, e uma academia de artes, e isso acabou sendo a base de muitos conflitos internos e externos que se passaram ali.
A Bauhaus tinha sido grandemente subsidiada pela República de Weimar. Após uma mudança nos quadros do governo, em 1925 a escola mudou-se para Dessau, cujo governo municipal naquele momento era de esquerda. uma nova mudança ocorre em 1932, para Berlim, devido à perseguição do recém-implantado governo nazista.
O principal campo de estudos da Bauhaus era a arquitectura (como fica implícito até pelo seu nome), e procurou estabelecer planos para a construção de casas populares baratas por parte da República de Weimar. Mas também havia espaço para outras expressões artísticas: a escola publicava uma revista chamada Bauhaus e uma série de livros chamados Bauhausbücher. O diretor de publicações e design era Herbert Bayer.
Apesar de ter passado por diversas alterações em seu perfil de ensino à medida que a direção da escola evoluía, a Bauhaus, de uma forma geral, acreditava que os seus próprios métodos de ensino deveriam estar relacionados às suas propostas de mudanças nas artes e no design. Um dos objetivos principais da Bauhaus era unir artes, artesanato e tecnologia. A máquina era valorizada, e a produção industrial e o desenho de produtos tinham lugar de destaque.
O Vorkurs - literalmente curso preparatório - era um curso exigido a todos os alunos e ministrado nos moldes do que é o moderno curso de Desenho Básico, fundamental em escolas de arquitectura por todo o mundo. Não se ensinava história na Bauhaus durante os primeiros anos de aprendizado, porque acreditava-se que tudo deveria ser criado por princípios racionais ao invés de ser criado por padrões herdados do passado. Só após três ou quatro anos de estudo o aluno tinha aulas de história, pois assim não iria influenciar suas criações.
  

Biedermeier
Popular na Alemanha e Áustria entre 1820-1840. O nome vem de um personagem de Ludwig Eichrodt que representava a burguesia alemã no começo do século XIX. Os móveis biedermeier são simples, robustos e confortáveis, geralmente de madeiras claras, elegantes sem maiores pretensões.
O Biedermeier se considera o primeiro estilo com personalidade própria no âmbito do mobiliário germânico. Seu nome foi adotado de um personagem fictício, pequeno burguês conformista, que era objeto de sátira na imprensa da época. O móvel foi expoente desta burguesia: simples, vistoso e de custo baixo.
Baseando-se nas linhas do estilo Império, reduziram-se os adornos de bronze, que foram substituídos por enfeites de filetes de madeira.
Adquiriram importância as superfícies forradas com madeiras caras, como o mogno, ou autóctones, cortadas em viés para ressaltar as águas. As formas se simplificaram e se geometrizaram, formando volumes regulares ou curvas suaves. Voltou o torneado em forma de coluna integrada à estrutura para dar vida às superfícies. Os carpetes fizeram-se coincidir com as cortinas e a cor das paredes para criar conjuntos homogêneos.
Os remates dos móveis evocavam elementos arquitetônicos e seu aspecto maciço contrasta com a leveza da maioria dos móveis de assento.
Os móveis Biedermeier são simples e racionais, e no futuro influiriam decisivamente no Sezessionstil e na Art Déco.
  

Clássico
A arquitetura do Renascimento está bastante comprometida com uma visão-de-mundo assente em dois pilares essenciais: o Classicismo e o Humanismo. Além disso, vale lembrar que, ainda que ela surja não totalmente desvinculada dos valores e hábitos medievais, os conceitos que estão por trás desta arquitetura são os de uma efetiva e consciente ruptura com a produção artística da Idade Média (em especial com o estilo gótico).
Através do Classicismo, os homens do Renascimento encaravam o mundo greco-romano como um modelo para a sua sociedade contemporânea, buscando aplicar na realidade material cotidiana aquilo que consideravam pertencer ao mundo das idéias. Neste sentido, a arquitectura passou, cada vez mais, a tentar concretizar conceitos clássicos como a Beleza, acreditando que a canonização e o ordenamento estabelecido pelos arquitectos da Antiguidade Clássica constituíam o caminho correto a ser seguido a fim de alcançar este mundo ideal. Sabendo que os valores clássicos, do ponto de vista do Cristianismo, dominante no período (e lembrando que o Renascimento surge na Itália, região da Europa onde a influência do Vaticano é a mais visível), eram considerados pagãos e objetos de pecado, o Renascimento também se caracterizou pela integração do projeto de mundo cristão com a visão de mundo clássica. A Natureza era vista como a criação máxima de Deus, o elemento mais próximo da perfeição (atingindo, portanto, o ideal de Perfeição procurado pela estética Clássica). Assim, a busca de inspiração nas formas da Natureza, tal qual propõe o Clássico, não só se justifica como passa a ser um valor em si mesmo.
Sendo a Natureza uma criação perfeita, também o Homem volta a ser visto como ser perfeito: ele tanto se manifesta como o ser que é a semelhança de Deus na Terra, como volta a se considerar como medida e referência do Universo. É neste sentido que vai se manifestar de forma bastante impactante (e talvez, com importância ainda maior que a do Classicismo) o atributo humanista do Renascimento. O Humanismo manifestar-se-á como um profundo sentimento comprometido com a valorização da presença do Homem no Universo, na medida em que este indivíduo humano afirma-se perante a Natureza e deixa de apenas observá-la para entendê-la, procurando alterá-la e buscando aquilo que ele considera como o Conhecimento do mundo (mais do que simplesmente o "conhecimento" da coisas).
Um dado importante na definição da espacialidade do Renascimento é a incorporação da perspectiva como instrumento de projeto e da noção do desenho como uma forma de conhecimento.
A principal ruptura com o espaço medieval se dá a partir do momento em que os arquitetos do Renascimento passam a designar nos seus edifícios um ritmo de percurso em que as regras de desenho do espaço são facilmente assimiladas pelos usuários e estes, a partir de uma análise objetiva do espaço, ainda que em um certo sentido empírica, têm condições de dominá-lo e impor o seu ritmo. O domínio da linguagem clássica, usada para se chegar a estes efeitos de percurso, só se torna possível quando simulado através do projeto pela perspectiva. Como resultado, tem-se um espaço perspéctico, integralmente apreendido pelo observador e cujas relações proporcionais se mostram de forma analítica e objetiva.
  

Clean
O estilo clean exige leveza e harmonia e deve-se evitar que a decoração seja fria ou minimalista.O estilo clean contemporâneo é leve e de linhas retas, sem lugar para muitos contornos ou rebuscamentos. Espaços visivelmente limpos, bem iluminados e com cores claras sintetizam a decoração dos nossos dias, onde a praticidade é o que mais se deseja.
O conceito clean está em todos os cantos da casa e suas linhas simples assimilaram perfeitamente as novas tecnologias. Telas de plasma e eletroeletrônicos de última geração não agridem mais a decoração e conferem multifuncionalidade aos ambientes mais amplos. Recursos estrategicamente posicionados, como móveis giratórios, ajudam a criar numa mesma sala um canto para TV, uma sala de jantar, uma sala de estar e um peque-no escritório.
Uma novidade é o telão de vidro que exibe imagem dos dois lados e pode funcionar como divisória.
Acompanhando a tendência da decoração contemporânea, os móveis também estão mais leves, mais simples, permitindo arranjos diferentes e melhor aproveitamento do espaço, sem diminuir a circulação.
Aqueles com rodinhas, por exemplo, podem ser embutidos dentro do armário da sala, prontos para dar mais conforto ao ambiente quando chegam as visitas para uma noite agradável.
Como qualquer outra, a decoração clean também requer cuidados. No caso, o risco é pecar pela impessoalidade.
Espelhos Continuam valendo, preferencialmente com molduras, como quadros. Podem ainda revestir paredes ou ser colocados em pontos estratégicos, para aumentar ou iluminar ambientes. Só não valem os exageros.
Tetos As sancas de gesso trabalhadas foram esquecidas. O estilo clean pede tetos brancos e uniformes. Podem ter no máximo um desnível na altura, para dividir o ambiente.
Rodapés Compensando a simplicidade exigida para os tetos, os rodapés ficaram mais altos e ganharam mais presença, o que valoriza muito os móveis dispostos no ambiente. Podem ter de 18 a 20 cm, com ou sem frisos.
Bar Aqueles cercados por bancos altos entraram em desuso, em nome do conforto. As bebidas agora ficam estocadas em um armário da sala, em bandejas sobre um aparador ou em mini adegas.
Paredes Nos interiores, cores claras, de preferência.
Cores escuras, somente em detalhes. O mesmo sobre as texturas, que perderam o destaque dentro de casa. Em compensação, elas podem ser usadas livremente nas paredes externas.
Cortinas Tecidos leves e transparentes são os mais usados agora, mas sempre com pouco volume. Quando a intenção é diminuir a claridade, persianas sob o tecido funcionam muito bem.
  

Country
Aquilo que para os Americanos do interior e seu dia a dia no vestir e no fazer, tornou-se para nos Brasileiros, fonte de inspiracao de design de moda. Inspiracao nao so na vestimenta, mas com reflexo em tudo que nos cerca. Caminhonetes, chapus, moveis, arquitetura e comportamento sao assimilados e adaptados para nosso cotidiano. A figura do Cowboy sempre chamou a atencao por sua conotacao de virilidade. A tudo domina e tudo pode para se tornar vencedor.
  

Eclético
O ecletismo (no Brasil) ou eclectismo (em Portugal) foi um estilo arquitetônico predominante do início do século XX.
Após a crise dos neos (neoclássico, neogótico, etc.) que dominou a arquitetura do século XIX, o debate sobre qual o estilo histórico mais importante tornou-se infrutífero. Da constatação de que a aplicação dos novos materiais não estava subordinada a um estilo específico, algumas academias (tanto européias quanto americanas) passaram a propor um modelo de arquitetura historicista, resultado da mistura de estilos diversos.
Aqui a palavra estilo é usada para representar apenas um certo conjunto de aspectos formais, visto que a total reprodução de um estilo histórico é impossível. Contra esse formalismo histórico da arquitetura do perídodo surgirão os principais nomes da arquitetura moderna.
No Brasil, a arquitetura eclética encontrou seu auge em São Paulo, tendo em Ramos de Azevedo seu principal nome.
  

Funcionalismo
A partir do início do século XX, as rápidas transformações industrias trazem a preocupação com a utilidade dos espaços e objetos (função) e não só com sua forma. Cada objeto deve ter uma função. O raciocínio se desenvolve e, a partir dos anos 70, apenas uma utilidade não basta: funcionalidade passa a ser sinônimo de múltiplo uso.
  

Georgiano
Se define "georgiano" o estilo arquitetônico e de decoração que se difundiu na Inglaterra durante o século XVIII e início do XIX. As suas características principais são o equilíbrio, a elegância e a simetria, com uma forte tendência à harmonia clássica. Nas fachadas predominam linhas verticais, principalmente nas janelas e portas, elegantes colunas e pórticos.
A nogueira e principalmente o mogno, foram as madeiras mais usadas no mobiliário da época de George I (1714-1735), um estilo que desenvolveu-se a partir do mobiliário Rainha Ana (1702-1714). Os móveis ficaram mais ornamentados, mais pesados e ricos. Foi quando apareceu a Lion mask - cabeça de leão, usada no joelho da perna cabriolet que terminava em claw-and-ball - garra e bola. Se por um lado o estilo simples Queen Anne foi continuado algum tempo, principalmente as cadeiras wing-chair, banquinhos e sofás, cômodas e mesas de jogo, por outro a arquitetura influenciou os móveis que eram terminados por frontões, as secretárias lembrando edifícios com colunas e frisos, sendo usados também pedestais, bases e outros motivos arquitetônicos.
  

Gótico
O gótico é um estilo arquitetônico que se desenvolveu entre os séculos XII e XV, na Idade Média, e colocava especial ênfase na leveza estrutural na iluminação das naves do interior do edifício, e que surgiu em contraposição à massividade e à deficiente iluminação interior das igrejas românicas. Desenvolveu-se fundamentalmente na arquitectura eclesiástica: catedrais, monastérios e igrejas.
A palavra gótico vem de "Godo", no sentido pejorativo. Assim o batizaram os renascentistas, que somente consideravam arte à antiguidade clássica.
A arquitectura gótica teve sua origem em França e se difundiu através de suas catedrais, principalmente ao Sacro Império Romano Germânico e à Coroa de Castela. Na Inglaterra também penetrou o estilo francês, porém logo adquiriu um forte carácter nacional. Na Itália não teve muita aceitação, e seu impacto foi muito desigual nas distintas regiões; chegou tarde e muito rapidamente foi substituído pelo Renascimento.
Existem indícios de que o verdadeiro nome dessa expressão artística era, em latim, Opus Francigenum, "Obra Francesa". Inseriu-se no movimento cultural abrangente a várias expressões artísticas, que, por sua vez, surgiram no contexto mais amplo do chamado Renascimento do Século XII. Este estilo arquitetônico estendeu-se por um longo período de tempo da Idade Média e varia de local para local, sendo no entanto possível delimitá-lo desde meados do século XII a inícios do século XVI, quando do advento de um novo Renascimento que marcou o fim do período medieval. O primeiro gesto impulsionador da nova filosofia construtiva é dado em França, acabando por se estender a toda a Europa, no que ficou conhecido como o tempo das grandes catedrais.
  

Gustaviano
A versão sueca do Neoclássico, do rei Gustavo III, coroado em 1771. O estilo adapta as modas da época para um país com menos luxos. No lugar dos gobelins, painéis de linho; em vez de mármores e granitos, pinturas especiais. Os tecidos têm estampa xadrez ou listrada, em tons de azul, cinza e rosa.
 

High Tech
A Arquitetura High Tech, ou de Alta Tecnologia, é uma corrente da arquitetura, emergente nos anos 70, muito centrada no emprego de materiais de tecnologia avançada nas construções, como o próprio nome indica. No Design, também, teve forte marcação. Historiadores classificam-na dentro de um chamado Tardo-modernismo, juntamente com outras atitudes estéticas, como o Slick-tech, numa alusão aos valores contrapostos às atitudes pós-modernas associadas à este tipo de intervenção que caracteriza a High Tech. Um exemplo famoso deste tipo de arquitetura é o Centro Pompidou em Paris, projetado por Richard Rogers e Renzo Piano.
  

Império
O estilo império é um estilo arquitetônico, de decoração de interiores, mobiliário e moda em geral, que se desenvolve em França no início do século XIX, e se insere dentro do espírito neoclássico.
Este período pode-se delimitar entre aproximadamente 1803-04 e 1815-21, altura da proclamação do Primeiro Império Francês (1804-1814), por parte de Napoleão Bonaparte. A fase inicial do estilo pode também ser designada por estilo consulado (ou Retour dEgypt), fase que se inicia por volta de 1799, e que coincide com o período do Consulado Francês (1799-1804).
Os primeiros indícios já se fazem sentir durante o estilo diretório, mas o estilo império só atingirá o seu auge após o regresso das campanhas militares de Napoleão em Itália e no Egipto. Será então Napoleão, o imperador, a impor o seu gosto pela grandiosidade e imponência, em comunhão com elementos decorativos de inpiração no universo militar e motivos revivalistas da Antiguidade Clássica e Antigo Egito. Extremamente ligada à figura do imperador e à glorificação do seu poder, a arte traduz-se, de um modo geral, por formas massivas e monumentais ao serviço do poder absoluto e da corte.
Com a expansão do império este gosto estender-se-á um pouco por todo a Europa, principalmente nas regiões de maior influência napoleônica, a Itália e a região da Confederação do Reno. Com a queda do império, o estilo será particularmente adotado pela Rússia imperial a modo de celebração sobre a vitória contra Napoleão.
Em Itália o estilo sobreviverá mais que no resto da Europa (designado estilo império italiano), fato que se deve, por um lado, à herança do Império Romano no país, e, por outro lado, à instituição deste estilo como o estilo nacional arquitetônico após a unificação de Itália em 1870.
  

Kitsch
O kitsch é um termo de origem alemã (verkitschen) que é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. São freqüentemente associados à predileção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada. Eventualmente objetos considerados kitsch são também apelidados de brega no Brasil.
Kitsch é chique, é cult, é polêmico. Na onda do eclético e do pós-moderno, nada se cria, tudo se transforma. "O kitsch é o contrário do Clássico. Trata-se de resgate de peças excessivamente utilizadas, como o pinguim de geladeira", diz Mali Frota Villas-Bôas. Ela acredita que, quando assumido com bom-humor o kitsch é cult.
  

Regência
O estilo regência, também conhecido como regência francesa, é um estilo decorativo arquitectónico (interiores e exteriores) e, acima de tudo, um estilo de mobiliário. Este estilo desenvolve-se em França durante a regência de Filipe de Orléans entre 1715 e 1723, após o reinado de Luís XIV e enquanto Luís XV é menor de idade (tem apenas 5 anos de idade quando morre o seu bisavô, Luís XIV).
Em termos artísticos faz a transição entre o estilo Luís XIV (inserido no movimento barroco) para o estilo Luís XV (inserido no movimento rococó). De um modo geral, e por ser um estilo de transição, possui ainda muito da sumptuosidade controlada do anterior, demonstrando já alguns elementos típicos do rococó, a leveza e liberdade das linhas. Neste pequeno período de tempo, estas duas vertentes decorativas vão coexistir em harmonia, resultando em criações de elegante flexibilidade.
Durante o período de regência, em que a corte deixa Versailles para se acomodar em Paris, a França atravessa um período económico difícil, e opta-se agora pela construção de palácios de menores dimensões e interiores menos sumptuosos, mais virados ao intimismo e à simplicidade, mas sem perder totalmente o esplendor anterior. Também os exteriores diminuem em severidade e controle, adoptando já algumas linhas mais espontâneas, que terão o seu apogeu na total liberdade imaginativa do rococó. Este desejo de uma maior liberdade formal, fora da rigidez artística do século anterior, desponta simultaneamente com a mudança social e mental que toma lugar no século XVIII, onde a sociedade aspira a uma maior independência, descontracção e alegria no quotidiano.
  

Tudor
Enquanto na Itália a cultura renascentista estava em seu momento de maior esplendor, a sociedade inglesa estava ainda levando um estilo de vida tipicamente medieval. Somente posteriormente, durante o reinado da Dinastia Tudor (1475/1603), a influência do Renascimento começou a se manifestar com maior intensidade. Inicialmente, viu-se um enriquecimento das severas estruturas góticas com motivos mais ornamentais de inspiração renascentista. Com o passar do tempo, e graças à sempre forte influência francesa, tomou corpo um estilo mais original e marcante, não só na decoração das fachadas exteriores das casas, como também em particulares detalhes na construção dos móveis, como a riqueza dos entalhes, o uso de bordas torneadas, o uso de apliques decorativos, e o uso frequente de madeiras escuras e pesadas.
  

Vitoriano
O estilo vitoriano é uma fonte infinita de inspiração. De 1837 a 1901, anos em que a Inglaterra foi governada pela Rainha Vitória, o país viveu um período máximo de esplendor, conhecido como "época vitoriana". O Reino gozava de grande prestígio e o clima social era de euforia devido aos sucessos militares na Índia, ao desenvolvimento cultural e à prosperidade econômica resultante da Revolução Industrial. A nova burguesia, enriquecida com a indústria e o comérico nas colônias de além-mar, queria exibir em suas casas uma decoração que ostentasse sua nova riqueza e prosperidade. Esse comportamento mudou por completo o modo de viver, com a introdução de importantes inovações. A mais característica foi a criação de um andar inferior sob o nível da rua, onde ficavam a cozinha e outras dependências de serviços. Outra inovação foi o surgimento da "sala de banho" como um local independente para os cuidados pessoais cotidianos. Na decoração dos móveis, usava-se em abundância madeiras nobres exóticas, como o jacarandá, a rádica e o mogno. Os objetos como quadros, candelabros, enfeites, tapetes e luminárias eram numerosos, a maioria das peças oriundas do distante Oriente, como porcelanas chinesas ou tecidos de decoração em seda bordados com fios de ouro. Tecidos com motivos florais constituem o esquema de decoração. O estilo agrega estofados em couro e tecidos xadreses propiciando uma atmosfera de um lar ancestral.
  

enviada por Carol
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